Os tipos de porta-palete incluem o convencional (ou seletivo), drive-in, drive-through, dinâmico, push-back, mini porta-palete e porta-palete com plano.
Cada modelo oferece uma forma diferente de acesso aos paletes, conforme a estrutura e a ordem de saída das cargas.
A escolha depende da variedade de itens no estoque e da quantidade de paletes armazenados de cada produto.
O erro mais comum é escolher a estrutura apenas pelo número de posições que cabem no galpão.
Embora os sistemas compactos aproveitem melhor o espaço, eles também limitam o acesso aos paletes.
Em estoques com muitos itens diferentes, isso pode exigir a retirada de cargas da frente para alcançar as que estão atrás.
Como resultado, o ganho de espaço se perde em movimentações extras e aumenta o risco de batidas de empilhadeira na estrutura.
Quais são os tipos de porta-palete?
Os sistemas de porta-palete se dividem em seis grupos principais, conforme a forma de armazenagem e o acesso às cargas.
São eles o convencional, drive-in ou drive-through, dinâmico, push-back, mini porta-palete e porta-palete com plano.
Os quatro primeiros diferem na forma de acesso e na ordem em que os paletes saem. Já os dois últimos adaptam a estrutura ao armazenamento de cargas menores ou fracionadas.
Todos seguem a lógica de montantes verticais e vigas horizontais, mas a norma brasileira separa as estruturas em dois grupos.
A ABNT NBR 17150, publicada em duas partes em março de 2024, trata das estruturas estáticas tipo porta-paletes com longarinas de encaixe.
Já a ABNT NBR 17191:2024 estabelece os requisitos para estruturas tipo drive, conforme o escopo publicado da norma.
Por isso, o comprador precisa identificar em qual norma o projeto se enquadra e confirmar essa informação no orçamento do fornecedor.
Porta-palete convencional: acesso direto a cada palete
No porta-palete convencional, também chamado de seletivo, cada posição tem a frente voltada para um corredor, e a empilhadeira alcança qualquer palete sem mover outro.
A estrutura pode ser montada em fileiras simples, encostadas na parede, ou duplas, com duas fileiras costas com costas. Esse tipo é coberto pela ABNT NBR 17150-1:2024.
O modelo atende centros de distribuição, atacados e indústrias com muitos itens diferentes e poucos paletes de cada um.
Sua principal vantagem é a liberdade de saída, pois o estoque pode seguir a ordem de validade, chegada ou pedido. No Soluções Industriais, esse tipo é cotado na página de porta-palete.
Essa facilidade de acesso, porém, exige espaço para a circulação das empilhadeiras entre as fileiras de paletes.
Por isso, o porta-pallets convencional oferece menos posições de armazenagem por metro quadrado que os sistemas compactos.
Drive-in e drive-through: a empilhadeira entra na estrutura
No drive-in, a empilhadeira entra em túneis dentro da estrutura e apoia os paletes em trilhos laterais, em vez de longarinas frontais.
Os paletes ficam armazenados em profundidade, um atrás do outro, com acesso por apenas um lado. Assim, o último palete a entrar é o primeiro a sair, no sistema LIFO.
No drive-through, o túnel possui acesso pelas duas extremidades. Quando o abastecimento ocorre por um lado e a retirada pelo outro, o primeiro palete a entrar é o primeiro a sair, no sistema FIFO.
Essas estruturas reduzem a necessidade de corredores entre as posições de armazenagem e são indicadas para estoques com poucos itens e grandes quantidades de paletes por produto.
É o caso de bebidas, alimentos e câmaras frias, onde o aproveitamento do espaço refrigerado tem impacto direto sobre os custos.
A principal limitação está na seletividade, pois o acesso individual aos paletes é restrito. Por isso, recomenda-se armazenar o mesmo item em cada túnel.
Os requisitos de projeto dessas estruturas estão previstos na ABNT NBR 17191:2024, específica para sistemas de armazenagem tipo drive.
No Soluções Industriais, é possível consultar opções de estrutura drive-in, enquanto a página de porta-palete drive-in apresenta outra referência desse sistema.
Porta-palete dinâmico e push-back: o palete se desloca dentro da estrutura
No porta-palete dinâmico, os níveis possuem pistas de roletes levemente inclinadas, que permitem o deslocamento dos paletes por gravidade.
A carga entra por um lado e desliza até a face de retirada, sem necessidade de movimentar os demais paletes.
Nesse sistema, o primeiro palete a entrar é o primeiro a sair, o que favorece o controle de produtos com validade.
Como o abastecimento e a retirada ocorrem em corredores diferentes, também é possível separar essas duas atividades.
Já o push-back utiliza carrinhos ou roletes sobre trilhos inclinados no sentido do corredor. Ao colocar uma nova carga, a empilhadeira empurra o palete da frente para trás.
Quando o primeiro palete é retirado, o seguinte desce para a frente por gravidade. Como a carga e a retirada ocorrem pelo mesmo lado, o último palete a entrar é o primeiro a sair.
Os dois sistemas armazenam mais paletes que o convencional, mas exigem projeto específico de inclinação e frenagem. Na plataforma, esses modelos aparecem entre os racks porta pallet.
Mini porta-palete: níveis baixos para cargas menores
O mini porta-palete é uma versão reduzida do sistema convencional, com menos altura e longarinas destinadas a cargas mais leves.
Ele permite armazenar paletes menores ou volumes sobre estrado, sem exigir uma estrutura de grande porte.
É usado em lojas, autopeças, depósitos de material de construção e áreas de apoio de fábrica.
Nesses locais, a altura do prédio ou o equipamento disponível pode não justificar a instalação de um porta-palete convencional.
A capacidade por nível é menor e varia conforme o modelo, por isso deve ser confirmada com o fabricante.
O comprador precisa verificar se o limite atende ao palete mais pesado e se a movimentação é compatível com a altura dos níveis.
Para comparar propostas, o Soluções Industriais reúne fornecedores de mini porta pallet. Entre eles está a Montiaço, que apresenta sua versão na página de mini porta pallets.
Porta-palete com plano: separação de caixas nos níveis baixos
O porta-palete com plano recebe chapas de MDF ou telas de aço sobre as longarinas, que formam uma prateleira contínua.
Essa configuração permite armazenar caixas soltas, rolos e volumes fora de palete, com retirada manual pelo operador.
Em geral, os níveis inferiores recebem os planos para separação de pedidos, enquanto os superiores armazenam paletes de reposição.

Dessa forma, a mesma estrutura atende às duas atividades, sem exigir estantes separadas para a separação.
O principal cuidado está na capacidade de carga, pois o plano distribui o peso sobre as longarinas de forma diferente do palete.
Por isso, a capacidade do nível com plano precisa constar do projeto e da placa de carga.
Compare os tipos antes de pedir o projeto
A tabela reúne as principais diferenças entre os sistemas, com foco no acesso, na ordem de saída e no estoque indicado.
Use essas informações para descartar os tipos incompatíveis com a operação antes de solicitar o projeto:
| Tipo | Acesso ao palete | Ordem de saída | Estoque indicado | Norma de projeto |
|---|---|---|---|---|
| Convencional (seletivo) | Direto, a qualquer palete | Livre | Muitos itens, poucos paletes de cada | NBR 17150-1 e 17150-2 |
| Drive-in | Pelo túnel, um lado | Último a entrar sai primeiro | Poucos itens, muitos paletes de cada | NBR 17191 |
| Drive-through | Pelo túnel, dois lados | Primeiro a entrar sai primeiro | Poucos itens, com controle de validade | NBR 17191 |
| Dinâmico | Na face de retirada | Primeiro a entrar sai primeiro | Alto giro e produtos com validade | Projeto específico |
| Push-back | Pela frente | Último a entrar sai primeiro | Poucos itens, alto giro | Projeto específico |
| Mini porta-palete | Direto | Livre | Cargas leves e pouca altura | Informada pelo fabricante |
Após escolher o tipo, o dimensionamento segue os mesmos critérios básicos para todos os sistemas.
O cálculo parte do peso do palete, da carga por nível, das condições do piso e da empilhadeira utilizada.
Essas informações estão detalhadas no guia sobre o que é porta-palete e como escolher a estrutura.
Já as exigências de projeto, proteção e inspeção aparecem no post sobre a NBR 17150.
Peça o tipo certo na cotação do porta-palete
No pedido, informe a quantidade de itens diferentes, o número médio de paletes por item e a ordem de saída das cargas, por validade ou chegada ao estoque.
Com esses dados, o fornecedor pode indicar o tipo de estrutura ou uma combinação de sistemas para atender à operação.
Muitos galpões, por exemplo, usam porta-palete convencional em uma área e estrutura compacta em outra.
Peça também que cada proposta informe o tipo de estrutura, a norma de projeto, a carga por nível e o número de posições.
Com essas informações, cote porta-palete com vários fornecedores no Soluções Industriais e compare as propostas pela mesma base. Assim, a escolha não fica limitada apenas ao número de posições disponíveis.