//Entendendo a carreira de gestão hospitalar

Entendendo a carreira de gestão hospitalar

Tem dúvidas sobre o que faz um gestor hospitalar? Neste artigo levantamos algumas informações importantes sobre o assunto.

No final dele, você terá aprendido sobre:

  • Administração orçamentária na gestão hospitalar;
  • A contabilidade de custos no setor;
  • Gestão de cadeias e suprimentos;
  • Gestão de planos de saúde; e a 
  • Gestão de equipes interdisciplinares.

Acompanhe a leitura.

Administração orçamentária na gestão hospitalar

De forma bem resumida, a administração orçamentária é a parte responsável pela captação e alocação de recursos. Por ela passam todo o tipo de operações e transações financeiras. 

É sabido que nosso sistema de saúde sofre defasagem de recursos, e mesmo as organizações privadas de saúde têm passado por momentos não tão animadores nesse aspecto, visto que a crise econômica ainda não deu trégua. 

Ter o controle das finanças e saber exatamente onde alocar recursos se torna então, mais do que nunca, fundamental para que as empresas sobrevivam. 

Na saúde pública os respingos da falta de investimento nas instituições caem na população que precisa de auxílio, em forma de má qualidade no atendimento, falta de médicos ou de medicamentos etc. E a ideia é ir justamente no caminho contrário: o de oferecer o atendimento necessário à população e com qualidade.

Contabilidade de custos em gestão hospitalar

A contabilidade de custos ajuda com o controle dos mesmos, para isso ela age coletando dados e os organizando, para depois analisá-los e interpretá-los. 

São esses dados que darão informações para a solução de problemas na instituição. Ela ajuda também na avaliação de estoques, assim como a estabelecer previsões e fixar preços. 

É um trabalho complexo, que depende de uma eficiente gestão de informações contábeis, pois a partir delas serão determinados e analisados o custo total dos serviços prestados pela instituição a cada paciente. 

Custos hospitalares

Um contexto em que se tem altos custos, escassez de recursos e pressão por bons serviços e qualidade precisa de um olhar bem analítico sobre como vencer essas dificuldades. 

Há que se buscar meios de ter um controle efetivo dos custos, que permita identificar quais os que podem ser otimizados e reduzidos, desde que isso não afete a qualidade dos serviços prestados. 

Boa parte das organizações em saúde não tem o conhecimento de custos hospitalares reais dos serviços que presta e enfrenta dificuldades por isso. O controle mais apurado vai ajudar, por exemplo, na tomada de decisões estratégicas para a instituição.

Gestão da qualidade

A gestão da qualidade é voltada à satisfação do cliente e usuário comprador de serviços hospitalares. Isso resulta em cliente satisfeito e a um passo da fidelização, que pode significar mais recursos entrando e resultados a serem apresentados aos financiadores das instituições. 

A gestão da qualidade pode ainda dar a garantia da Acreditação Hospitalar, que é um grande diferencial em um cenário competitivo. Além do que, conseguindo garantir padrões de qualidade, as instituições também estão garantindo um atendimento adequado aos pacientes.

Logística hospitalar gestão de materiais e medicamentos

Atribui-se aos medicamentos e insumos médicos o segundo maior custo nas instituições de saúde, perdendo apenas para a folha de pagamento. Portanto, é crucial que se busque uma forma de diminuir consideravelmente esse custo. 

Para isso, entra em cena a logística hospitalar de materiais e medicamentos, que, se bem aplicada, reduz em até 30% os desperdícios, segundo a UniHealth, que atua na área de soluções em logística hospitalar. 

A logística hospitalar pode ajudar a organização com a gestão de fluxo de estoque, o que reflete de forma positiva no equilíbrio financeiro e que contribui para proporcionar mais segurança aos pacientes. 

O que se espera de uma boa gestão de materiais e medicamentos? Que estejam disponíveis na quantidade necessária e com custos adequados, e também com segurança. 

O processo de logística compreende pedir o material, efetuar a compra, receber, fazer a conferência, fazer o cadastro no almoxarifado e armazenar. Depois, verificar as necessidades dos setores, fazer o pedido, fazer a entrega e registrar a saída. 

Gestão da cadeia de suprimentos da área da saúde

A gestão da cadeia de suprimentos funciona de forma parecida como a logística, só que em um nível maior de abrangência. Suprir de forma adequada o ambiente hospitalar não é tarefa fácil. 

Na verdade considera-se um dos grandes desafios da gestão hospitalar, por envolver seleção, compra, controle, armazenamento, estoque e distribuição e por exigir um profissional altamente qualificado e com expertise em planejamento e supervisão, além de pensamento estratégico.

Especialistas afirmam que a contratação de pessoas não qualificadas para exercer a função, que não tenham essas habilidades citadas, é um erro. 

Como ninguém nasce gestor hospitalar, há que empenhar esforços e adquirir habilidades, principalmente em gestão. Vale mencionar também o interesse em aprender inglês para conhecer inovações disponíveis em mercados internacionais. Tudo sso pode ser feito por meio de cursos a distância. 

Há que se pensar nisso como um investimento que irá gerar bons frutos, como ganhos de qualidade, de produtividade e eficácia.

Gerenciamento de leitos e monitoramento do fluxo do paciente

A demanda na saúde é alta, estratégias para diminuir os gargalos no fluxo de pacientes são necessárias, principalmente, pelo grande problema da disponibilidade de leitos para casos de internações. 

Por isso, o planejamento estratégico em saúde para essa gestão é importante. O fluxo de pacientes retrata a capacidade da instituição no atendimento de forma eficiente. 

Gestão do pronto-socorro

O pronto-socorro pela natureza de seus serviços, deve ter um funcionamento ágil. Como é destinado à assistência de doentes com ou sem risco de vida e presta atendimento 24 horas, a sua organização é que garantirá o seu bom funcionamento. 

Um exemplo é ter uma forma eficiente de triagem, identificando os níveis de urgência. 

Gestão da central de material e esterilização

Imagine uma situação na qual o cirurgião está se preparando para ir para a sala de cirurgia e os seus instrumentos ainda não estão disponíveis. 

A cirurgia tem horário marcado, o paciente está sendo preparado e falta algum instrumento, por exemplo. Qualquer atraso, nesses casos, pode significar uma complicação, como infecção e, sem querer ser alarmante, até morte. 

Isso ilustra muito bem a importância da gestão da central de material e esterilização.

Gestão da farmácia hospitalar

Assistência ao paciente e controle de estoque, dois aspectos importantes da gestão da farmácia hospitalar. 

É ela quem distribui os materiais e medicamentos para os pacientes internados e que fornecem medicamentos para pacientes com doenças crônicas, que buscam frequentemente seus remédios na farmácia hospitalar. 

A boa gestão da farmácia vai viabilizar a distribuição de medicamentos de forma ágil e também evitar desperdícios.

Gestão do serviço de higiene e limpeza

Ambiente hospitalar não deve oferecer riscos de contaminação a seus pacientes, visitantes e trabalhadores, e o que evita situações desse tipo é a correta higienização e limpeza dos espaços. 

Os funcionários que atuam nessa função devem ser capacitados, obrigatoriedade imposta pela Vigilância Sanitária.

Gestão do banco de sangue

Os bancos de sangue desempenham uma importante função nas instituições de saúde. São eles que fornecem o material para salvar vidas, por isso a coleta, o controle do estoque e a distribuição devem ser geridas de forma muito eficiente.

Gestão de Plano de Saúde

Realizar convênios, analisar vigência dos contratos, credenciar e descredenciar, entre outras obrigações, faz parte da gestão de planos de saúde.  Ao gestor hospitalar cabe essas funções, assim como manter cada setor informado sobre os acordos vigentes.

Marketing hospitalar

O marketing no contexto hospitalar tem a função de fazer uma análise do mercado e entender o comportamento dos fornecedores, competidores e clientes, e a partir daí transformar as suas observações em produtos ou serviços (ou melhoria dos mesmos) para a população. 

É uma forma de se comunicar com o público-alvo, melhorar a sua imagem frente a sociedade, agregar valor à sua marca. 

Gestão de equipes interdisciplinares

Cabe ao administrador hospitalar proporcionar ambiente e oportunidades de integração entre as equipes de trabalho, promovendo troca e cooperação – de ideias, experiências e conhecimentos.

A boa gestão de todos esses setores faz com que funcionem como uma engrenagem, cada um fazendo bem a sua parte, o todo funciona perfeitamente. 

Humanização do cuidado

A humanização hospitalar aparece como outro item nos cursos a distância relacionados à gestão hospitalar

Esse tema faz ver e analisar as instituições de saúde se preocupando com o retorno financeiro e quase esquecendo do paciente, que é o principal ator nesse cenário. 

Trata-se de um processo contínuo baseado em três pilares: institucional, pessoal e interpessoal, com alguns princípios humanitários: a comunicação com o paciente, assim como com seus familiares, a relação do paciente com a equipe de saúde e o ambiente físico, citando alguns.

 Conteúdo criado pela equipe de conteudistas do Educamundo.