A resistência das caixas de papelão ondulado é fundamental para proteger produtos durante o armazenamento, o empilhamento e o transporte.
No entanto, como a umidade pode comprometer a resistência das embalagens durante o armazenamento e o transporte, compreender seus efeitos ajuda a prevenir avarias e preservar a qualidade do papelão ondulado.
Durante o El Niño, as variações regionais de chuva e temperatura podem elevar a umidade e exigir cuidados no armazenamento, na fabricação e na conservação das caixas.
Por isso, monitorar as condições climáticas ajuda a prevenir impactos e planejar as operações industriais.
Por que a umidade altera o desempenho estrutural do papelão ondulado?
O papelão ondulado é formado por capas de papel e uma estrutura interna ondulada, responsável por aumentar a rigidez e ajudar a absorver esforços durante o manuseio.
Essa composição oferece resistência à compressão e ao empilhamento, mas suas propriedades dependem das características dos papéis utilizados e das condições ambientais às quais a embalagem fica exposta.
Como o papel é higroscópico, ele absorve umidade do ambiente e pode perder rigidez, tornando as caixas mais suscetíveis à deformação durante o empilhamento.
Como o El Niño pode aumentar os desafios de armazenamento e transporte?
No Sul do Brasil, por exemplo, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das chuvas em determinados períodos, enquanto outras regiões podem apresentar condições distintas.
A intensidade e a distribuição desses efeitos variam, portanto, o planejamento deve considerar as condições meteorológicas locais, e não apenas a ocorrência do fenômeno.
Para a indústria de papelão ondulado, períodos de chuva intensa podem elevar a umidade em áreas de armazenamento, dificultar a secagem de instalações atingidas por infiltrações e aumentar o risco de contato das embalagens com água durante a movimentação.
No transporte, falhas de vedação em veículos, exposição durante o carregamento e descargas em áreas descobertas também podem comprometer a integridade das caixas.
Quais sinais indicam perda de resistência nas caixas?
Entre os sinais mais comuns estão o amolecimento das capas, a perda de rigidez, o empenamento, o abaulamento das paredes e a deformação das caixas durante o empilhamento.
Esses problemas podem surgir de maneira gradual, especialmente quando as embalagens permanecem em ambientes com umidade elevada por períodos prolongados.
Em situações mais severas, o contato direto com água pode danificar as fibras, comprometer a colagem e provocar deformações que não desaparecem completamente após a secagem.
Durante a inspeção, a equipe pode verificar:
- Integridade das capas: identificar ondulações, manchas, amolecimento ou sinais de contato com água;
- Formato da embalagem: observar empenamentos, paredes abauladas e perda de esquadro;
- Estado das áreas de colagem: procurar aberturas ou separações entre as camadas do papelão.
Essas verificações devem fazer parte de uma rotina de controle de qualidade, principalmente após períodos de chuva intensa.
Entretanto, a inspeção visual não substitui os ensaios técnicos necessários para determinar a resistência da embalagem, já que algumas perdas de desempenho podem não ser perceptíveis externamente.
Como controlar a umidade sem comprometer a qualidade das embalagens?
A prevenção começa pela organização do ambiente de armazenamento. As caixas devem permanecer em locais cobertos, limpos e protegidos contra infiltrações, com afastamento adequado de pisos e paredes que possam transferir umidade.
O uso de paletes em boas condições, por exemplo, ajuda a reduzir o contato direto com o chão, enquanto a inspeção de telhados, calhas e sistemas de drenagem contribui para prevenir a entrada de água.
Quais testes ajudam a verificar a resistência do papelão ondulado?
O controle de qualidade deve monitorar a umidade e a temperatura do ambiente e realizar testes para verificar se as embalagens mantêm sua resistência.
O ensaio de compressão da caixa avalia quanto peso ela suporta antes de se deformar ou ceder durante o empilhamento.
Já o teste de compressão de borda verifica a resistência do papelão quando a força é aplicada perpendicularmente às ondas, enquanto o ensaio de esmagamento avalia a capacidade dessas estruturas de resistir à compressão.
Dessa forma, a indústria consegue identificar fragilidades e ajustar os processos de fabricação e armazenamento para preservar a qualidade das caixas.
Conclusão
O El Niño pode modificar os padrões climáticos regionais e aumentar a necessidade de atenção à umidade em determinadas operações industriais.
Ao combinar inspeções preventivas, controle ambiental, boas práticas logísticas e ensaios de qualidade, as empresas conseguem reduzir a exposição das embalagens à umidade e identificar problemas antes que afetem os produtos transportados.