/, Marketing/E-commerce para indústria: quais as diferenças?

E-commerce para indústria: quais as diferenças?

Do comércio varejista ao setor industrial: a transformação digital chegou para todos! Fato é que, para se manterem competitivas, ganharem visibilidade e força no mercado, e estreitarem o relacionamento com o consumidor, as indústrias passaram a modernizar e expandir seus canais de venda e dispor plataformas de e-commerce B2B à seus clientes.

E não é à toa! Os números são realmente impressionantes: em 2019, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 61 bilhões e, até 2021, estima-se lucrar R$ 85 bilhões.

Agora, com o isolamento social devido à pandemia de Covid-19, esse crescimento está ainda maior.

Contudo, apenas ter um ambiente virtual de vendas não é o suficiente (ou uma garantia) para gerar mais receita à uma indústria – visto que é um setor que possui as suas particularidades e que, por isso, exige uma plataforma de comércio eletrônico bem estruturada e personalizada à sua cadeia produtiva, proporcionando experiências de compra para diferentes clientes.

Nesse post vamos te explicar a diferença em um e-commerce para indústria ou distribuidora.

Por que aderir ao e-commerce para indústrias?

Explicaremos abaixo as principais características de um e-commerce para indústrias. Vale ressaltar que esse canal de vendas online está em ascensão no Brasil, e pode entregar resultados efetivos às indústrias, além de oferecer a melhor experiência de compra e navegação aos seus consumidores.

Mas antes, que tal relembrar o significado e diferenças entre B2B e B2C? Esses conceitos serão fundamentais para, então, você entender o que é D2C!

O que é D2C?

A sigla D2C, em tradução para o português, significa “direto ao consumidor”. Trata-se dos negócios e transações feitas entre indústria, fornecedor, distribuidor, franqueado ou importador e consumidor final – isto é, sem intermediários em sua cadeia produtiva.

É um modelo de negócio que tem ganhado e mostrado a sua força no mundo: apenas em 2018, movimentou R$ 2,5 bilhões – o correspondente a 4,8% do total faturado pelo e-commerce brasileiro no ano. E, entre os inúmeros motivos e benefícios que têm levado as indústrias a venderem diretamente ao consumidor na internet, destacam-se:

  • Fortalecimento de sua presença digital;
  • Maior participação e competitividade no mercado;
  • Relacionamento mais estreito com o cliente final;
  • Redução de custos e complexidade dos seus processos.

Para não fragilizar as relações e negócios com empresas parceiras e consumidores finais, veja abaixo as principais diferenças entre as modalidades de e-commerce B2B e D2C:

Público-alvo

Conforme explicamos anteriormente, uma indústria pode vender em seu e-commerce para dois tipos de público: empresas do varejo (B2B) ou para o consumidor final (D2C).

Quando comparados entre si, são dois grupos com diferentes necessidades, formas de compra e condições de pagamento e, por isso, devem receber tratamentos personalizados – principalmente, no mundo online.

Uma das maiores preocupações que uma indústria deve ter ao oferecer os seus produtos em uma plataforma digital é com relação ao seu preço. Sabemos que, quando adquiridos diretamente na fábrica, muitos produtos têm o seu custo reduzido. Contudo, essa prática pode resultar em uma concorrência desleal às lojas físicas e posição constrangedora com os franqueados.

Preços e descontos

Ressaltamos a importância de precificar os produtos de acordo com a realidade do mercado e trabalhar com descontos maiores aos clientes que têm alto volume e/ou frequência de compra.

Outra estratégia está em oferecer aos clientes finais itens inéditos ou de coleções passadas em seu e-commerce, ou seja, produtos que não estarão disponíveis para compra em lojas físicas.

Além de ser uma oportunidade para atrair mais consumidores ao seu comércio eletrônico, também é uma forma de não influenciar de forma negativa nas vendas de franqueados. 

Estoque e logística

Atenção! Devido à oferta de diferentes produtos de acordo com o público e canal de compra, a indústria deverá ter todos os seus olhos voltados ao seu estoque.

Além disso, a mesma também terá que atualizar constantemente e em tempo real a quantidade disponível de produtos em depósito para ambos os públicos em seu site.

Vale ressaltar que, ao aderir à modalidade D2C, as indústrias deverão estar preparadas para uma logística diferenciada, quando comparada à de B2B. Isso porque os consumidores finais, geralmente, adquirem em pequenas quantidades, enquanto grandes empresas não – influenciando em operações de estoque, separação, embalagem e envio.

Uma solução que apesar de complexa, depois de um bom planejamento e implantação, gera grande competitividade, é trabalhar canais como revendas ou ponto de venda como pontos de retirada do produto. Diluindo seu estoque e trabalhando com maior capilaridade geográfica.

Recursos financeiros e de entrega

É essencial dispor aos clientes finais várias opções e serviços em seu e-commerce, como diferentes transportadoras, prazos de entrega e entre outros recursos disponíveis. 

Já para vendas B2B, é imprescindível disponibilizar às empresas varejistas os cálculos de impostos para a revenda de seus itens, como ICM, IPI, Substituição Tributária e demais isenções que os estados possuem.

Cadastro

Ter um banco de dados completo e robusto é fundamental para a operação de ambas as modalidades. Isso se dá, pois outros fatores estão envolvidos durante o fechamento de uma compra realizada por uma grande empresa, como análise de crédito, formas de pagamento, tributações específicas etc. Enquanto a compra por consumidores exige apenas dados pessoais.

Estratégias de marketing

Independente do modelo de negócio que a indústria seguir, os públicos B2B e D2C precisam ser impactados por campanhas e estratégias de comunicação e marketing digital.

Assim, vale apostar nos canais digitais, mantendo ativas as contas em redes sociais, como o Facebook, Instagram e Twitter, e trabalhar com o marketing de “boca a boca” e relacionamento com o cliente em sites de indicação e avaliação, como o Reclame Aqui.

O passo-a-passo para um ecommerce B2B ou D2C de sucesso

No fim, nós como consumidores, esperamos e damos preferência às empresas que nos dão autonomia e informação clara, na palma da mão, no momento que decidirmos, tem sido assim com bancos digitais, aplicativos de comida, lojas virtuais e diversas outras facilidades que entraram em nosso dia-a-dia.

Então faz todo o sentido que os varejistas quando vão comprar de uma indústria ou distribuidor, também esperem essa facilidade em ver o catálogo, escolher, negociar e pagar digitalmente, na hora que for melhor para ele, que muitas vezes não é o horário comercial.

Então se você gostou desse tema e quer ir mais fundo, esse e-book traz o passo-a-passo para montar uma operação de ecommerce B2B na indústria ou distribuidora. Tenho certeza que vai transformar a sua visão e negócio!