O que é poliondas e por que é usado em expositores

Poliondas é a chapa alveolar de polipropileno usada em expositores de PDV. Veja propriedades, carga, encaixe e quando compensa mais que o papelão.
Dois expositores de chão de plástico corrugado com quatro prateleiras, um branco e um impresso em azul

Poliondas é o nome usado no mercado para a chapa alveolar de polipropileno, um plástico com duas faces lisas ligadas por pequenas paredes internas, como o miolo do papelão ondulado.

É leve, rígida, lavável e não absorve água. Por isso, é usada em expositores, caixas e divisórias que precisam durar mais do que o papelão.

Polionda, com inicial maiúscula, é a marca de um fabricante de chapas. Em minúscula, o termo virou o nome genérico do material no mercado, e por isso aparecem tanto “polionda” quanto “poliondas”.

Na aquisição de expositores, um dos principais cuidados é não considerar apenas a aparência do produto, pois características como espessura, gramatura e sistema de encaixe influenciam diretamente a resistência e a capacidade de carga.

Por isso, essas especificações devem constar no pedido de orçamento, para que diferentes fornecedores apresentem propostas tecnicamente comparáveis.

Para que serve o poliondas?

O poliondas serve para fabricar peças leves e rígidas que precisam resistir à umidade e ao manuseio. No varejo, aparece principalmente no display expositor de chão e de ponta de gôndola.

Suas propriedades estão relacionadas à composição de polipropileno (PP), um polímero com baixa densidade e reduzida absorção de umidade.

Segundo material didático da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), o polipropileno apresenta densidade entre 0,90 e 0,91 g/cm³, inferior à da água.

Um artigo publicado em 1999 na revista Polímeros também destaca sua baixa absorção de umidade e sua inércia química.

A resistência mecânica das chapas alveolares foi avaliada em um ensaio do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que identificou resistência à compressão de coluna semelhante à do papelão ondulado de parede dupla.

O estudo também ressalta uma diferença importante entre os materiais. Ao contrário do papelão, as chapas de polipropileno não perdem resistência devido à umidade e podem passar por processos de lavagem industrial.

Essas características favorecem a utilização do poliondas em estabelecimentos comerciais, nos quais os expositores ficam próximos ao piso e sujeitos à limpeza frequente, ao contato com carrinhos e à movimentação de caixas durante a reposição.

A resistência à umidade e ao manuseio também contribui para preservar a aparência das peças e permite sua reutilização em diferentes lojas ou campanhas promocionais.

Espessura e gramatura dizem quanto a chapa aguenta

A chapa é vendida por espessura, em milímetros, e por gramatura, em gramas por metro quadrado.

As duas medidas andam juntas: quanto mais grossa e mais pesada a chapa, mais rígida ela é e mais carga suporta na prateleira.

Um exemplo concreto vem da Display Brasil, fabricante de Almirante Tamandaré (PR) que produz expositores em plástico corrugado.

Segundo a empresa, o seu expositor de 45 × 30 × 160 cm é feito em chapa de 4 mm e 800 g e suporta até 8 kg em cada prateleira, ou 32 kg no total.

Desmontado, viaja numa embalagem de 50 × 5 × 130 cm, com 5 kg. Esses números valem para aquele modelo: outro desenho, com prateleira mais larga ou chapa mais fina, terá outro limite.

Por isso, ao comparar propostas, peça a espessura, a gramatura e a carga por prateleira de cada modelo, por escrito.

Duas propostas para “expositor de poliondas de 160 cm” podem descrever peças com capacidades bem diferentes, e só esses três dados permitem comparar.

Detalhe do encaixe entre a prateleira e a lateral de um expositor de plástico corrugado azul
No encaixe simples, a prateleira entra em rasgos da lateral, sem parafuso nem cola. Imagens: Display Brasil.

O encaixe define a montagem na loja

O expositor de poliondas costuma ser montado por encaixe: a prateleira entra em rasgos abertos na lateral, e a própria rigidez da chapa trava o conjunto.

Não há parafuso, cola nem ferramenta, o que permite que o promotor de vendas monte a peça na loja em poucos minutos e a desmonte no fim da ação.

Alguns fabricantes oferecem mais de um sistema. A Display Brasil, por exemplo, vende modelos de encaixe simples e de engate rápido, em alturas de 120 cm e 160 cm e com três a seis prateleiras.

A diferença entre os sistemas aparece na hora de montar e desmontar várias vezes. Por isso, vale perguntar ao fornecedor quantas montagens a peça suporta sem folga no encaixe.

O transporte também muda. Desmontado, o expositor viaja em uma caixa achatada, o que reduz o volume no frete e no estoque da loja.

Para campanhas com muitas lojas, essa diferença de volume tem efeito sobre o custo de distribuição.

Poliondas ou papelão: quando cada um compensa

A escolha entre poliondas e papelão ondulado depende do período de utilização do expositor, das condições do estabelecimento e da necessidade de reaproveitamento da estrutura.

O papelão costuma apresentar menor custo por unidade e permite a aplicação de impressões em toda a superfície, características que favorecem campanhas promocionais de curta duração.

Sua principal limitação está na exposição à umidade, que pode comprometer a resistência mecânica e reduzir a vida útil das peças.

Segundo o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), a resistência à compressão do papelão ondulado atinge seus maiores valores quando o material apresenta baixo teor de umidade e diminui conforme essa concentração aumenta.

Por isso, os expositores do material são mais indicados para ambientes secos, campanhas temporárias e locais onde a limpeza do piso não provoque contato frequente com água.

Já o poliondas pode apresentar melhor relação entre custo e durabilidade quando o expositor permanece por períodos prolongados na loja ou precisa ser reutilizado em outras ações.

O material também oferece vantagens em estabelecimentos com lavagem frequente de pisos ou áreas próximas a sistemas de refrigeração, nas quais a umidade pode comprometer estruturas convencionais.

Embora o investimento inicial normalmente seja maior, a possibilidade de utilizar a mesma peça em diferentes campanhas pode compensar a diferença de preço ao longo do tempo.

Outras alternativas, como MDF, acrílico e estruturas aramadas, são comparadas no artigo papelão, poliondas, MDF ou acrílico: como escolher o material do display.

No fim da vida útil, a destinação também é diferente. O polipropileno é identificado pelo número 5 no símbolo de identificação de plásticos da ABNT NBR 13230, cuja edição em vigor é de 2026, o que facilita a separação para reciclagem.

Pergunte ao fornecedor se ele recolhe peças usadas ou indica um reciclador, porque o descarte de um lote grande de expositores é responsabilidade de quem os retira da loja.

O que informar ao pedir um expositor de poliondas

Um pedido completo traz o formato (de chão, de ponta de gôndola, de balcão) e a altura e a largura máximas no ponto da loja.

Traz também o número de prateleiras, o peso do produto por prateleira, a quantidade de peças e o prazo.

Informe também se a peça será impressa em toda a superfície ou só na testeira, a placa superior com a marca, e se a arte já está pronta.

O orçamento varia com a espessura e a gramatura da chapa, o tamanho, a quantidade, o tipo de impressão, o sistema de encaixe e o frete.

Com essas informações em mãos, peça orçamento de display expositor no Soluções Industriais e compare as propostas pelos mesmos dados técnicos.

Para ver os outros formatos de peça, o guia de tipos de expositores para ponto de venda mostra onde cada um se encaixa, e o catálogo de display expositor da Expo Marca Display reúne modelos em vários materiais.

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