Papelão, poliondas, MDF ou acrílico: material do display

Como escolher o material do display de PDV pela vida útil, umidade e carga: compare papelão, poliondas, MDF, acrílico e aramado antes de cotar.
Diferentes modelos de displays para ponto de venda (PDV), produzidos em papelão, poliondas, MDF e acrílico, utilizados para exposição, organização e promoção de produtos no comércio.

A escolha do material do display depende de três fatores principais: o tempo de permanência da peça na loja, o peso dos produtos que serão expostos e as condições do ambiente.

O papelão costuma atender campanhas curtas em locais secos, enquanto o poliondas é indicado para ações de duração intermediária e ambientes sujeitos à umidade. Já o MDF, o acrílico e o aramado são utilizados principalmente em estruturas permanentes.

Um dos erros mais comuns na compra é considerar apenas o preço unitário, sem avaliar os custos ao longo da campanha.

Embora um display de papelão possa ter menor valor inicial, a necessidade de substituí-lo três vezes durante a mesma ação pode tornar essa alternativa mais cara do que uma estrutura de plástico corrugado ou MDF.

Por isso, a comparação deve considerar o custo durante todo o período de utilização, como eventuais reposições e o frete de cada substituição. O acabamento visual deve ser definido somente depois da avaliação desses critérios.

Defina primeiro a vida útil da peça

O primeiro passo para escolher o material é determinar se o display será promocional ou permanente.

Os modelos promocionais acompanham campanhas de algumas semanas, lançamentos ou datas sazonais e costumam ser retirados das lojas ao término das ações.

Já os permanentes permanecem no ponto de venda durante meses ou anos, com reposição frequente de mercadorias e possibilidade de substituir apenas a arte da campanha.

Para o display promocional, materiais leves e de produção rápida, como o papelão e o plástico corrugado, são os mais usados, porque a peça é descartada ou reaproveitada no fim.

O uso do papelão como alternativa econômica no PDV faz sentido justamente nesse primeiro grupo.

Para o permanente, a estrutura precisa resistir a limpeza diária, a impacto de carrinho e a reposição frequente. Por isso, entram MDF, acrílico, metal e aramado.

Entre os dois extremos há um meio-termo: a peça que acompanha várias campanhas seguidas, com a estrutura mantida e a arte trocada.

É nesse caso que o plástico corrugado se destaca, porque pode ser desmontado, guardado e remontado em outra loja.

Umidade e calor eliminam materiais

O ambiente da loja descarta materiais antes de qualquer outra análise. Perto de geladeira, de piso lavado, de hortifrúti ou em área externa, o papelão perde resistência.

O Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), explica que a resistência à compressão do papelão ondulado cai à medida que o teor de umidade aumenta.

O MDF comum também sofre com a umidade e incha nas bordas sem proteção. Estudo da Udesc lembra que os painéis de MDF, em geral, são indicados para uso interno por não tolerarem umidade, que causa inchamento e abertura nas extremidades.

O plástico corrugado e o acrílico não absorvem água, e o aramado com pintura epóxi resiste à limpeza.

O calor é outro fator: peça plástica perto de vitrine com sol direto ou de equipamento quente pode deformar, tema tratado em “por que alguns PDVs deformam no calor?“. Por isso, informe ao fornecedor onde a peça vai ficar, e não só o que ela vai expor.

A tabela apresenta as características gerais dos principais materiais, e considera a vida útil, comportamento diante da umidade, capacidade de carga e montagem:

Material Vida útil típica Umidade Carga Montagem
Papelão ondulado Curta (ação promocional) Perde resistência Leve a média Dobra e encaixe, sem ferramenta
Plástico corrugado (poliondas) Média, remontável Não absorve água Leve a média Encaixe, sem ferramenta
MDF Longa Incha sem proteção Média a alta Parafuso ou encaixe; mais pesado
Acrílico Longa Não absorve água Leve Peça pronta ou colada
Aramado (metal) Longa Resiste com pintura Alta Peça pronta ou montada

A carga e o tamanho do produto definem a estrutura

Além da durabilidade e das condições ambientais, é necessário considerar o peso e as dimensões das mercadorias que serão acomodadas no display.

Produtos como bebidas, conservas, materiais de limpeza e ração possuem maior peso por unidade e exigem estruturas capazes de suportar cargas mais elevadas.

Nesses casos, MDF, metal e aramado são alternativas comuns, embora o plástico corrugado também possa ser utilizado quando apresentar capacidade de carga adequada e informada pelo fabricante.

Para mercadorias mais leves, como cosméticos, balas, pilhas e acessórios, materiais como papelão, plástico e acrílico podem atender às necessidades de exposição.

Independentemente da escolha, o fornecedor deve informar a carga máxima por prateleira e a capacidade total da estrutura, evitando especificações genéricas sobre resistência.

A Display Brasil, fabricante de Almirante Tamandaré (PR), apresenta um exemplo de expositor produzido em plástico corrugado de 4 mm, com dimensões de 45 × 30 × 160 cm.

Segundo a empresa, o modelo suporta até 8 kg por prateleira, totalizando 32 kg de capacidade.

Informações desse tipo ajudam a comparar propostas de display expositor e verificar se a estrutura atende ao volume de produtos previsto.

As características do plástico corrugado e sua resistência à umidade também são explicadas no artigo sobre o que é poliondas e por que é usado em expositores.

Acrílico e MDF combinam com peça permanente

O acrílico é uma opção para displays que precisam manter os produtos visíveis, já que sua transparência permite apresentar as mercadorias sem esconder suas características.

Esse material, conhecido tecnicamente como polimetilmetacrilato (PMMA), transmite aproximadamente 92% da luz, segundo revisão publicada na revista ACS Omega em 2022.

Por isso, é utilizado em displays de balcão, porta-folhetos e porta-preços. A Display Brasil, por exemplo, produz pedestais porta-cartaz com moldura de acrílico de 2 mm, sustentada por uma haste regulável de aço carbono com pintura epóxi.

Pedestal porta-cartaz A5 com moldura de acrílico de 2 mm e haste regulável de aço com base preta
Pedestal porta-cartaz A5: moldura de acrílico de 2 mm sobre haste regulável de aço carbono com pintura epóxi. Imagens: Display Brasil.

Também existem modelos de display de acrílico destinados à instalação em balcões, paredes e pisos.

O MDF, por sua vez, é produzido a partir de fibras de madeira prensadas e costuma ser utilizado em expositores permanentes, tampos de balcão e estruturas com aparência semelhante à de móveis.

O material permite acabamentos em pintura, laminado e adesivo, mas apresenta peso maior e exige proteção nas bordas quando instalado em ambientes sujeitos à umidade.

Outra alternativa é o display aramado, fabricado com arames de aço soldados e pintados.

Sua estrutura vazada combina resistência para acomodar produtos pesados com facilidade de limpeza e peso relativamente baixo em relação à carga suportada, características úteis em pontos de venda com reposição frequente.

Display de papelão aguenta quanto tempo?

O display de papelão aguenta o tempo de uma ação promocional em área seca, desde que a carga esteja dentro do previsto e a peça não fique perto de umidade.

O prazo real depende da qualidade da chapa, do desenho e do cuidado na montagem, e deve vir informado pelo fornecedor.

O que mais encurta a vida do papelão é a umidade do piso, o contato com produto gelado e o excesso de peso na prateleira.

Por isso, ações em área de refrigerados ou em lojas com lavagem frequente do piso costumam usar base plástica ou plástico corrugado.

A logística e o armazenamento de displays de papelão também influenciam: peça amassada no estoque e transportada sem cuidado já chega à loja mais fraca.

Leve material, ambiente e carga definidos para a cotação

Antes de solicitar um orçamento, é importante definir a vida útil desejada para o display, as condições do ambiente, as dimensões da estrutura, a quantidade necessária e a carga prevista por prateleira.

Essas informações permitem que cada fornecedor apresente uma proposta compatível com a aplicação, facilitando a comparação entre materiais e valores.

Caso já exista preferência por determinado material, vale informá-la na solicitação, mas também pedir alternativas que possam atender às mesmas necessidades. Dependendo do projeto, outra opção pode oferecer desempenho mais adequado sem aumentar o orçamento.

O preço final varia conforme o material, a espessura, o tamanho, a quantidade produzida, o tipo de impressão, os acessórios e o frete.

Com esses dados definidos, é possível comparar fornecedores de display expositor no Soluções Industriais, plataforma que reúne mais de 50 mil fornecedores, e solicitar que cada empresa informe por escrito a espessura do material e a capacidade de carga oferecida.

Para conhecer modelos fabricados com diferentes materiais, o catálogo da Expo Marca Display apresenta opções de expositor acrílico e displays de madeira.

Já as diferenças entre os formatos e suas aplicações podem ser consultadas no guia sobre tipos de expositores para ponto de venda.

Artigo Anterior

O que é poliondas e por que é usado em expositores

Próximo Artigo

O que é chicote elétrico, para que serve e como especificar

Escreva um Comentário

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *