//Excesso de barulho e riscos ao operador de máquinas

Excesso de barulho e riscos ao operador de máquinas

Desde o início da Revolução Industrial, administrar o ruído industrial tem sido um problema grande, na medida em que os trabalhadores precisavam conviver com esse desconforto durante muitas horas.

Os efeitos nocivos do ruído excessivo foram se tornando notáveis, tanto na fisiologia dos trabalhadores quanto na eficiência do trabalho. E esses problemas se expandiram, à medida que novas fontes de energia foram sendo incorporadas aos recursos das fábricas. É sem dúvida o ponto de partida para a solução do problema de isolamento acústico para máquinas.

Evidentemente, um ambiente nocivo aos funcionários não é motivo de insatisfação geral, mesmo para os empresários, cientes de que ruído excessivo é ruim para a continuidade da empresa.

A avaliação do problema necessitou se iniciar pelo seu equacionamento: uma unidade de potência relativa, o decibel (dB) se mostrou adequado para comparar níveis acústicos. A partir daí, graus de desconforto e de danos físicos à audição puderam ser identificados, e foram estabelecidos como limites.

Alguns fatos sobre ruído ambiente

É fato que a sensibilidade acústica, no referente a sons mais graves e mais agudos, decai com a idade. Existem volumes acústicos que, embora desagradáveis, não chegam a danificar as terminações nervosas dos ouvidos, bastando para isso um período de repouso, sem exposição a sons intensos.

Atualmente, o ruído ambiente é considerado um fator de insalubridade, e junto com outros fatores, foi classificado pela Secretaria (Ministério) do Trabalho, como risco ambiental, e quantizado em Norma Regulamentadora, a NR15.

Segundo a NR15, a máxima intensidade de ruído a que um trabalhador pode ser exposto, é de 80 dBA (Decibéis de áudio), por tempo indeterminado. Já para valores superiores, por exemplo 85 dBA, um funcionário não pode ficar exposto por um período acumulado superior a 8 horas, para cada dia trabalhado.

Equipamento de proteção coletiva (EPC)

Em empresas em que seja essencial conviver com dispositivos ruidosos, barreiras de isolamento acústico podem perfeitamente reduzir o grau de insalubridade, tornando o ambiente aceitável para a permanência de funcionários. O conceito de EPC consiste de assegurar a salubridade no local, mesmo que a pessoa presente não tenha sido advertida sobre fatores de insegurança.

Comodidade no trabalho

Um ambiente de trabalho deve ser não apenas saudável, mas na medida do possível deve ser agradável. Trabalhos que exigem concentração rendem melhor em ambientes tranqüilos. A absorção de reflexões ruidosas pode contribuir nesse sentido: o uso de espuma acústica é um recurso válido para essa finalidade.

De fato, ambientes ruidosos foram alvo de análise medicinal, e os resultados obtidos, sobre as pessoas que os frequentaram, potencializaram problemas de saúde como:

  • Redução de capacidade cognitiva;
  • Queda em produtividade;
  • Hipertensão;
  • Doenças cardio-vasculares.

E as já conhecidas reduções ou perdas da sensibilidade auditiva; Problemas como esses podem ser evitados com o uso de revestimento acústico.

Garantia de privacidade

Evidentemente, numa empresa que disponha de um organograma, existem assuntos de domínio público, aqueles que estão no dia-a-dia de todos que trabalham no local, e existem informações que devem se limitar a alguns níveis, que não devem cair em ouvidos desautorizados, podendo inclusive comprometer a segurança da empresa e de pessoas.

A privacidade se torna essencial, sem mencionar o isolamento acústico parede com parede. É algo não apenas essencial, como perfeitamente viável. Materiais fonoabsorventes, como a lã de vidro, têm inclusive o poder de filtrar frequências acústicas em intensidades diferentes, reduzindo a compreensibilidade das conversações, gerando atenuação superior a 85% para frequências superiores a 500 Hz.

Complementando a parede acústica, o revestimento de polietileno auxilia igualmente a filtrar as reflexões das ondas sonoras, com alta eficiência nas frequências baixas.

Uma terceira tecnologia de restrição de propagações de conversações consiste do mascaramento sonoro, gerando no ambiente ruídos similares a naturais, imitando vazões de vento ou correntes de água.