O disjuntor para gerador é o dispositivo que protege o alternador, os cabos e a instalação contra sobrecarga e curto-circuito, abrindo o circuito quando a corrente passa do limite ajustado.
m grupos geradores industriais, o disjuntor também funciona como dispositivo de manobra. Sua escolha deve considerar a corrente nominal do gerador, a corrente de curto-circuito disponível e o tipo de acionamento, manual ou motorizado.
Além disso, os ajustes de proteção devem ser calculados com base nas características do gerador, pois sua corrente de curto-circuito é menor e diminui com o tempo, o que influencia o tempo de atuação do disjuntor.
Para que serve o disjuntor do gerador
O disjuntor do gerador tem duas funções: proteção e manobra. Na proteção, ele abre o circuito em caso de sobrecarga prolongada ou de curto-circuito, evitando que o alternador e os cabos aqueçam além do limite.
Na manobra, ele permite ligar e desligar a saída do gerador com segurança, seja para manutenção, seja para a transferência de carga.
Em instalações com quadro de transferência automática, o disjuntor do gerador trabalha em conjunto com o disjuntor da rede. Os dois são intertravados para que não fechem ao mesmo tempo sem projeto de paralelismo.
Nesses quadros, o disjuntor costuma ter acionamento motorizado, comandado pelo controlador do gerador, tema do artigo sobre disjuntor motorizado.
A especificação e a manutenção do conjunto são tratadas por serviços de manutenção de disjuntor, que incluem ensaios, ajustes e reparo do mecanismo. O comprador precisa saber, porém, qual tipo de disjuntor está instalado antes de pedir orçamento.
Os tipos de disjuntor usados em geradores
Em geradores de pequeno porte, a proteção costuma ser feita por minidisjuntores, os modelos modulares de quadro de distribuição, regidos pela ABNT NBR NM 60898:2004 para instalações domésticas e similares.
Em grupos geradores industriais, a corrente maior exige disjuntores de caixa moldada ou disjuntores abertos, também chamados de disjuntores de força.
Esses modelos industriais seguem a ABNT NBR IEC 60947-2:2013, que trata dos disjuntores de baixa tensão para circuitos de até 1.000 V em corrente alternada.
A diferença entre eles está na faixa de corrente, na capacidade de interrupção e nos recursos de ajuste da proteção. A tabela abaixo resume as diferenças que mais afetam a escolha e a manutenção.
Veja a seguir:
| Tipo | Onde aparece no gerador | Ajuste da proteção | Manutenção típica |
|---|---|---|---|
| Minidisjuntor | Geradores portáteis e circuitos auxiliares | Fixo, pela curva do modelo | Substituição quando falha |
| Caixa moldada | Saída de grupos geradores de pequeno e médio porte | Fixo ou ajustável, conforme o disparador | Inspeção, ensaios e troca do disparador ou do acionamento |
| Disjuntor aberto | Saída de grupos de grande porte e quadros de transferência | Ajustável por disparador eletrônico | Ensaios periódicos, revisão do mecanismo e das câmaras |
Para comprar o equipamento novo, a plataforma reúne fornecedores de disjuntor de caixa moldada. Quando o disjuntor já está instalado, a decisão entre revisar e trocar depende do resultado dos ensaios.
Por que o ajuste do disjuntor do gerador é diferente
A corrente de curto-circuito de um gerador não se comporta como a da rede. Segundo artigo técnico de
O Setor Elétrico, essa corrente decai acentuadamente com o tempo e passa por três períodos, chamados subtransitório, transitório e permanente. Em poucos ciclos, o valor inicial elevado dá lugar a uma corrente bem menor.
Isso tem efeito direto sobre a proteção. Se o disparador de curto-circuito estiver ajustado para a corrente que a rede entregaria, ele pode não atuar quando a fonte é o gerador.
Nesse caso, a falta passa a ser eliminada apenas pela proteção de sobrecarga, mais lenta. Por isso, o ajuste deve sair de um estudo de proteção que considere o gerador como fonte.
Na prática, peça ao prestador que informe, no relatório, os ajustes encontrados e os ajustes recomendados, com a referência do estudo de proteção.
Mudanças de ajuste devem ser definidas por profissional legalmente habilitado, porque afetam a seletividade com os disjuntores a jusante.
Quais serviços de disjuntores contratar para geradores?
Os serviços de disjuntores para geradores incluem inspeção, ensaios elétricos, ajuste do disparador e revisão do mecanismo. Também cobrem o reparo ou a troca de componentes, como o acionamento motorizado e as bobinas de comando.
O escopo da manutenção depende do tipo de disjuntor e dos resultados da inspeção. Entre os ensaios mais utilizados estão os que avaliam a condição dos contatos e do isolamento.
Nesse sentido, o fascículo técnico de O Setor Elétrico sobre ensaios em disjuntores descreve a medição da resistência dos contatos com um microhmímetro, instrumento que mede resistências muito baixas. O mesmo material trata da medição dos tempos de abertura e fechamento.
Contato com resistência alta aquece e, com o tempo, se degrada. A inspeção termográfica complementa os ensaios, porque mostra pontos quentes em conexões e contatos com o equipamento em operação.
A ABNT NBR 15572:2013 é o guia de termografia para inspeção de equipamentos elétricos e mecânicos, e o serviço pode ser cotado como termografia em painéis elétricos.
A segurança do serviço segue a NR-10
Toda intervenção em disjuntor de gerador exige desenergização e bloqueio das duas fontes, rede e gerador. A NR-10 em vigor define no item 10.5.1 a sequência de desenergização, que inclui o seccionamento, o impedimento de reenergização e a constatação da ausência de tensão.
Em geradores, o impedimento de reenergização tem um ponto específico: o comando de partida automática.
Se o controlador não for bloqueado, uma queda de rede durante o serviço pode dar partida no motor e energizar o circuito. A nova redação da NR-10, em vigor a partir de 1º de junho de 2027, mantém a sequência no item 10.13.1.
Por isso, peça que a proposta descreva o procedimento de bloqueio e informe a qualificação da equipe.
O artigo sobre manutenção preventiva de gerador mostra como o serviço nos disjuntores se encaixa no plano do grupo gerador.
Leve os dados do disjuntor para a cotação
Antes de pedir orçamento, anote a potência e a tensão do gerador e a marca, o modelo e a corrente nominal do disjuntor. Informe também o tipo de acionamento e os ajustes atuais do disparador.
Fotos da placa e do quadro ajudam o prestador a cotar com precisão. Se houver estudo de proteção, envie junto, e deixe claro se o disjuntor faz parte de um quadro de transferência.
A Soluções Industriais reúne mais de 50 mil fornecedores cadastrados. Com essas informações, você pode cotar manutenção de disjuntor com vários prestadores ao mesmo tempo.
Quando o serviço envolver o grupo gerador completo, compare também as propostas de manutenção de geradores de energia.
