Materiais de PDV: quais são e quando usar cada um

Veja quais são os materiais de PDV por função (expor, chamar atenção, informar preço e atender), as regras de preço e como pedir orçamento do kit.
Seção de bebidas lácteas de supermercado com placa vertical de sinalização na lateral da gôndola

Os materiais de PDV, também conhecidos como materiais de merchandising, são recursos utilizados para expor mercadorias, destacar produtos, comunicar preços e divulgar campanhas promocionais.

Entre os principais formatos estão expositores, réguas de gôndola, wobblers, stoppers, manoplas, porta-preços, banners e balcões promocionais.

A escolha dessas peças depende da função que cada uma desempenha no estabelecimento, seja acomodar produtos, atrair a atenção dos consumidores, apresentar informações ou oferecer um espaço de atendimento.

A duração da campanha também influencia os materiais e as características de fabricação.

Um estudo da Escola de Comunicação da UFRJ sobre merchandising destaca que os materiais utilizados nas lojas devem reforçar as mensagens apresentadas em outras mídias, de modo a ampliar os efeitos da comunicação.

Para alcançar esse objetivo, as peças precisam fazer parte de um planejamento conjunto, em vez de serem adquiridas isoladamente, sem critérios de distribuição.

A falta dessa organização pode resultar no excesso de materiais em determinados corredores, na ausência de peças em áreas estratégicas e em uma comunicação visual pouco integrada.

Por isso, o planejamento deve começar pela identificação das necessidades de cada ponto da loja.

Quais são os materiais de PDV?

Os materiais de PDV podem ser organizados em quatro categorias principais, conforme a função que desempenham no ambiente comercial.

Essa classificação ajuda a identificar quais peças são necessárias para a campanha e quais características devem ser consideradas na contratação.

Os principais grupos são:

  1. Carregam produto: expositor de chão, expositor de balcão, ponta de gôndola e ilha promocional;
  2. Chamam a atenção: wobbler, stopper, móbile suspenso no teto, adesivo de piso e manopla de carrinho;
  3. Informam: régua de gôndola, porta-preço, pedestal porta-cartaz, banner e totem;
  4. Servem de posto: balcão promocional, balcão de degustação e painel de fundo para eventos.

Os formatos que carregam produto, como o display expositor, estão detalhados em tipos de expositores para ponto de venda, e as peças leves de atenção, em o que é wobbler e stopper.

Este texto trata do conjunto: como as peças se combinam e o que pedir aos fornecedores de materiais de merchandising.

Peças que informam preço seguem regra própria

Os materiais que mostram preço não são só comunicação: eles cumprem uma obrigação legal da loja.

O Código de Defesa do Consumidor, no art. 31, exige que a oferta traga informações corretas, claras, precisas e ostensivas sobre o preço.

A Lei nº 10.962/2004 determina que, quando o preço é informado por código de barras, como no autosserviço, a loja exponha o preço à vista de forma clara e legível junto aos itens.

O Decreto nº 5.903/2006 detalha que a informação deve estar ligada ao produto “sem nenhum embaraço físico ou visual interposto” e proíbe letra e fundo de cores iguais ou semelhantes.

Por isso, porta-preços, réguas e pedestais porta-cartaz precisam ter tamanho e posição que deixem o preço legível e junto do produto.

A Display Brasil, fabricante de Almirante Tamandaré (PR), produz pedestais porta-cartaz nos formatos A3, A4, A5 e A6, com haste regulável, e régua de gôndola.

Ao pedir essas peças, informe o formato do cartaz que a loja usa e a altura das prateleiras, para que a peça não esconda o preço nem o produto.

Em farmácia, há uma camada a mais. A RDC nº 96/2008 da Anvisa trata display, cartaz e móbile de medicamento como peças publicitárias sujeitas às suas regras.

A resolução segue listada pela agência, mas teve dispositivos declarados ilegais pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024.

Para material de medicamento em farmácia, confirme as exigências com o jurídico da marca antes de produzir.

Combine as peças pelo caminho do consumidor

Estudo do POPAI de 1998, citado por Angelo, Siqueira e Fávero na RAC (2003), indica que cerca de 85% das decisões de compra são tomadas dentro da loja. O dado é antigo, mas explica a disputa por cada ponto do caminho.

Uma forma prática de planejar é seguir o caminho de quem entra na loja. Na entrada e no corredor principal, o material precisa ser visto de longe: banner, totem, display de chão ou balcão promocional.

No corredor da categoria, o stopper avisa antes de o consumidor chegar à prateleira. Diante da prateleira, o wobbler e a régua destacam o produto e o preço. No carrinho, a manopla repete a marca durante a compra inteira.

Cada ponto pede uma mensagem curta e diferente. O material de entrada anuncia a ação, enquanto o de corredor indica onde está o produto.

Por sua vez, o de prateleira diz o preço ou a vantagem e o do caixa lembra o item de última hora. Repetir a mesma arte em todos os pontos desperdiça espaço e cansa o olhar.

Esse planejamento também ajuda na negociação com a loja. Cada rede define o que pode ser instalado em cada área, e um plano peça por peça, com medidas e fixação, facilita essa aprovação. O planejamento de merchandising parte desse mesmo mapa.

Expositor de chão de plástico corrugado com encaixe simples, ao lado de uma silhueta humana para comparação de altura
Expositor de chão de 160 cm em plástico corrugado ao lado de uma silhueta humana: a peça que carrega produto costuma ser o centro do kit de PDV. Imagens: Display Brasil.

Material promocional ou permanente muda o pedido

Os materiais de PDV de uma campanha curta são feitos para durar a ação: papelão, papel cartão, adesivos e plásticos finos, com produção rápida e custo baixo por peça.

Os permanentes, como porta-preços, réguas, pedestais e expositores de linha fixa, usam acrílico, aço, MDF ou plástico corrugado, e ficam na loja recebendo só a troca da arte.

Essa diferença vale para a compra. No material promocional, o pedido é de tiragem: quantidade, tamanho, impressão e prazo de entrega antes do início da ação.

No permanente, o pedido é de estrutura: resistência, fixação, possibilidade de trocar a mídia e reposição de peças.

A Display Brasil, por exemplo, vende o display de manopla com mídia trocável em polipropileno, para que o suporte fique no carrinho e só a arte mude.

A escolha entre papelão, plástico corrugado, MDF e acrílico em cada caso está em como escolher o material do display.

Como pedir orçamento de materiais de PDV?

A solicitação de orçamento deve reunir todas as peças necessárias para a campanha, organizadas conforme os pontos da loja em que serão instaladas.

Para cada item, é importante especificar o formato, as dimensões, o material de fabricação, o tipo de impressão, o sistema de fixação e a quantidade desejada.

O pedido também deve informar o número de estabelecimentos que receberão os materiais e a data prevista para o início da ação, pois esses dados influenciam os prazos de produção e distribuição.

Entre os fatores que determinam o custo estão a quantidade de peças, a espessura dos materiais, o número de cores utilizadas na impressão, os tipos de recorte, os acessórios e o transporte até cada loja.

Quando o fornecedor também oferece serviços de montagem ou distribuição, esses valores devem aparecer separadamente na proposta, para facilitar a comparação entre as empresas.

Com as especificações organizadas, é possível comparar fornecedores de materiais de merchandising no Soluções Industriais e encaminhar pedidos de orçamento com os mesmos critérios.

Caso a campanha também necessite de estruturas para acomodar produtos, o comprador pode veja fornecedores de display expositor e consultar alternativas para diferentes formatos de exposição.

A plataforma reúne mais de 50 mil fornecedores e permite enviar uma mesma solicitação a diversas empresas, o que facilita a avaliação de propostas comerciais.

Para conhecer exemplos de estruturas utilizadas em demonstrações e campanhas promocionais, o catálogo de balcão promocional da Expo Marca Display apresenta modelos que podem servir de referência na escolha das peças.

Artigo Anterior

O que é chicote elétrico, para que serve e como especificar

Próximo Artigo

O que é wobbler e stopper no ponto de venda

Escreva um Comentário

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *