O elevador cremalheira é um equipamento de transporte vertical que leva pessoas e materiais pela fachada de uma obra ou de uma instalação industrial.
A cabine sobe por uma torre metálica com uma barra dentada, a cremalheira, na qual giram engrenagens acionadas por motor. A escolha do equipamento parte de três dados: carga, altura e velocidade.
Ele não é o elevador definitivo do prédio, que entra depois, no poço, nem uma grua, que ergue cargas suspensas por cabo.
Também não se confunde com as plataformas cremalheiras, que usam o mesmo tipo de torre. Elas servem de área de trabalho na fachada, e não de transporte entre pavimentos.
O que é cremalheira?
A cremalheira é uma barra reta com dentes que se encaixam em uma engrenagem menor, chamada pinhão.
Quando essa engrenagem gira, percorre os dentes da barra e transforma o movimento de rotação em deslocamento linear.
Esse princípio mecânico também é utilizado em máquinas operatrizes, portões e sistemas de direção de automóveis.
Na indústria, o componente pode ser adquirido separadamente como cremalheira industrial.
Nos elevadores de obra, a barra dentada fica instalada verticalmente ao longo de toda a torre metálica, enquanto o conjunto de acionamento permanece na cabine.
Nesse mecanismo, o conjunto motofreio aciona o pinhão, que percorre os dentes da barra e permite a subida ou descida da cabine.
Dessa forma, o equipamento não depende de cabos de suspensão, pois a cabine permanece apoiada e guiada pela estrutura da torre durante o deslocamento.
A Rack Elevadores explica como o sistema pinhão e cremalheira movimenta o elevador.
Como o pinhão e a cremalheira movem a cabine
O sistema de acionamento é instalado diretamente na cabine e acompanha seu deslocamento ao longo da torre.
Cada motor possui um freio acoplado, conhecido como motofreio, responsável por manter a cabine parada quando o acionamento elétrico é interrompido.
Segundo a ficha técnica da Rack Elevadores, seu modelo de elevador cremalheira para construção civil utiliza dois motores trifásicos de 380 V e 60 Hz.
Além dos freios dos motores, o equipamento possui um dispositivo independente de frenagem de emergência, destinado a atuar em situações de velocidade excessiva.
O item 18.11.19 da NR-18 exige que esse dispositivo freie a cabine quando a velocidade de descida ultrapassar o valor nominal e também interrompa sua alimentação elétrica.
A norma determina ainda que o último trecho da torre seja montado sem cremalheira, para impedir que a cabine ultrapasse o limite superior da estrutura.

Torre, cabine, ancoragens e base: as partes do equipamento
A torre, também chamada de mastro, é formada por seções metálicas iguais, encaixadas umas sobre as outras conforme a obra cresce. A cremalheira vem presa a essas seções.
A cada intervalo de altura definido pelo fabricante, a torre é amarrada à estrutura do prédio por ancoragens, peças metálicas que no canteiro recebem o nome de gravatas.
A Rack Elevadores destaca, no artigo Ancoragens: uma solução de engenharia para cada instalação, que a escolha dessas peças depende do afastamento entre a torre e a edificação, além dos esforços que atuarão sobre a estrutura.
Em prédios com fachadas recuadas, balanços ou outras particularidades, a instalação pode exigir soluções especiais de ancoragem, definidas por avaliação de engenharia.
A cabine possui estrutura metálica, portas e rampa para acesso aos pavimentos. Na base do equipamento ficam os amortecedores e um recinto fechado, destinado a impedir a circulação de pessoas sob a cabine.
Cada pavimento atendido também deve contar com cancela e botão de chamada. As dimensões mínimas e demais exigências desses componentes são estabelecidas pela NR-18 e apresentadas no artigo sobre o que a NR-18 exige do elevador cremalheira.
Capacidade, altura e velocidade definem o equipamento
A escolha do elevador cremalheira depende de três características principais, que precisam ser avaliadas conforme as necessidades de transporte da obra ou da instalação industrial.
A capacidade de carga corresponde ao peso máximo permitido por viagem, expresso em quilogramas, e influencia as dimensões da cabine e o sistema de acionamento.
A NR-18 exige que o equipamento apresente a indicação do número máximo de passageiros e do peso equivalente.
Já a altura de elevação representa a distância total entre o ponto inicial, que pode ser o térreo ou o subsolo, e o último pavimento atendido. Essa medida determina a quantidade de seções metálicas e ancoragens necessárias.
A velocidade de operação, por sua vez, influencia o número de viagens possíveis durante um turno.
Em edifícios altos, a diferença entre 30 m/min e 54 m/min reduz o tempo de cada ciclo e pode aumentar a capacidade de abastecimento dos pavimentos.
Como referência, o elevador de cremalheira da Rack Elevadores possui capacidade padrão de 2.000 kg, altura padrão de 150 m e opções de velocidade de 30, 45 ou 54 m/min.
A fabricante ressalta, entretanto, que essas especificações não representam necessariamente uma combinação única, pois a capacidade, a altura e a velocidade dependem da configuração escolhida.
Por isso, antes de solicitar uma cotação de elevador cremalheira, defina esses três parâmetros e informe também as dimensões da maior peça que será transportada.
Esse último cuidado é importante porque a NR-18 proíbe o transporte de materiais maiores que a cabine ou posicionados fora dela.
Onde o elevador cremalheira é usado: obra e indústria
Na construção civil, o elevador cremalheira é utilizado em edifícios residenciais e comerciais para transportar trabalhadores e materiais desde as primeiras lajes até as etapas de acabamento.
A NR-18 exige a instalação de pelo menos um elevador de passageiros em obras com altura igual ou superior a 24 m.
Quando projetada para o transporte de pessoas e materiais, a cabine do elevador cremalheira pode atender a essa exigência.
O equipamento também divide espaço com outras soluções de movimentação vertical nos canteiros, como mostra o comparativo dos tipos de elevador de obra.
No setor industrial, sua utilização pode ser permanente ou ocorrer por períodos prolongados, especialmente em estruturas que exigem acesso frequente a diferentes níveis.
Entre as aplicações estão silos, caldeiras, torres de processo e instalações portuárias. A Rack Elevadores também apresenta, em sua linha de elevador de cremalheira industrial, soluções para os setores de cimento, papel e celulose, petroquímica, siderurgia, portos e geração de energia.
Segundo a fabricante, as especificações de um elevador destinado à construção civil não devem ser aplicadas automaticamente ao ambiente industrial.
As condições de operação, os pontos de parada e a alimentação elétrica podem exigir um projeto diferente.

Quanto custa alugar um elevador cremalheira?
O preço de locação de um elevador cremalheira varia conforme a altura da torre, a capacidade da cabine, o período de utilização e os serviços incluídos no contrato.
Como as necessidades mudam entre as obras, não existe um valor único que represente todas as configurações.
Para comparar propostas, é necessário solicitar aos fornecedores orçamentos com as mesmas especificações.
A altura influencia diretamente o custo, pois percursos maiores exigem mais seções metálicas, barras de cremalheira e pontos de ancoragem.
Também devem entrar no orçamento a montagem, a desmontagem e as ascensões, nome dado às ampliações da torre necessárias para acompanhar o avanço da construção.
Outros itens importantes são a manutenção preventiva e os laudos exigidos pela NR-18. Antes de fechar o contrato, pergunte se o serviço inclui operador, se essa responsabilidade ficará com a obra e qual período de manutenção está coberto.
O artigo sobre o operador de elevador cremalheira explica as exigências de treinamento previstas na NR-18 para o exercício dessa função.
A localização da obra também interfere no orçamento, principalmente pelos custos de transporte e atendimento técnico.
A Rack Elevadores, fabricante localizada em Cotia, na Grande São Paulo, informa que concentra seus serviços de locação no estado de São Paulo, enquanto a venda de equipamentos atende todo o Brasil e a América Latina.
O que levar para a cotação de elevador cremalheira
Antes de solicitar um orçamento, reúna as informações necessárias para dimensionar o equipamento e permitir uma comparação adequada entre as propostas. Os principais dados são:
- Cidade da obra e altura total do percurso, inclusive os subsolos;
- Número de pavimentos atendidos e data prevista para a primeira montagem;
- Carga máxima por viagem, quantidade de passageiros e dimensões da maior peça a transportar;
- Prazo de locação ou intenção de compra, além da definição de quem será responsável pela operação;
- Condições da fachada para instalação das ancoragens, com indicação de recuos, balanços e varandas.
Peça também que os fornecedores informem a capacidade de carga, a velocidade e a norma técnica de projeto, a ABNT NBR 16200, além de relacionar os documentos que serão entregues ao canteiro.
A escolha final e a instalação do equipamento devem contar com a avaliação do profissional legalmente habilitado responsável.
O Soluções Industriais reúne mais de 50 mil fornecedores cadastrados. Na plataforma, você pode comparar fornecedores de elevador cremalheira, inclusive a Rack Elevadores, e solicitar propostas.
Caso a obra também necessite de equipamentos para içamento de materiais na laje, consulte as opções disponíveis entre os fornecedores de mini grua.