Operador de elevador cremalheira: quem pode operar

Quem pode operar elevador cremalheira, o treinamento de 16 horas exigido pela NR-18, as tarefas do operador e o que definir no contrato de locação.
Operador de elevador cremalheira equipado com capacete, colete refletivo, luvas e botas de segurança, próximo à cabine do equipamento em um canteiro de obras.

O operador de elevador cremalheira é o profissional capacitado para conduzir a cabine, organizar o transporte de cargas e realizar a vistoria diária do equipamento.

Conforme a NR-18, a função exige treinamento inicial de 16 horas, atualização anual de 4 horas e autorização formal da empresa, sob responsabilidade de um profissional legalmente habilitado.

É importante distinguir essa atividade dos serviços de montagem e manutenção, que possuem requisitos próprios de capacitação.

A carga horária também não deve ser confundida com a exigida para operadores de grua, cuja formação inicial é mais extensa.

Na contratação de um elevador, essa divisão de responsabilidades precisa estar clara, especialmente para definir quais serviços serão prestados pelo fornecedor e quais ficarão sob responsabilidade da obra.

Quem pode operar elevador cremalheira?

Pode operar o elevador cremalheira o trabalhador capacitado para o equipamento, autorizado formalmente pela empresa e sob responsabilidade de um profissional legalmente habilitado.

A exigência está prevista no item 18.11.5 da NR-18, norma do Ministério do Trabalho e Emprego voltada à segurança na construção civil.

Para exercer a função, não é necessário possuir carteira de habilitação ou diploma técnico.

Conforme o item 18.14.2, a capacitação deve ser compatível com a máquina ou o equipamento utilizado.

Isso significa que o treinamento precisa abordar as características do elevador presente na obra, o que inclui seus comandos e dispositivos de segurança.

Além da formação específica, todo trabalhador da construção deve passar pelo treinamento básico de segurança do trabalho, com duração de 4 horas e realização presencial, conforme o item 18.14.3.

A autorização formal da empresa deve ficar registrada, com a identificação do operador, do equipamento e da data do treinamento.

O item 18.11.19 também exige um sistema de bloqueio de acionamento, que impede a utilização do elevador por pessoas não autorizadas.

Treinamento de 16 horas e reciclagem anual

As cargas horárias estão no Anexo I da NR-18. A tabela reúne as funções ligadas ao elevador e, para comparação, a de operador de grua, que costuma ser confundida com a de elevador:

Função Treinamento inicial Treinamento periódico
Básico em segurança do trabalho (todos) 4 horas 4 horas a cada 2 anos
Operador de elevador 16 horas 4 horas por ano
Instalação, montagem, desmontagem e manutenção de elevadores A critério do empregador A critério do empregador, anual
Operador de grua (comparação) 80 horas, com pelo menos 40 de prática A critério do empregador

Diferentemente do que ocorre com a operação de gruas, a NR-18 não apresenta um programa detalhado para o curso de operador de elevador.

Por isso, o conteúdo deve considerar as orientações do responsável técnico e as recomendações do manual do fabricante, com foco nas características e nos riscos do equipamento utilizado.

O item 18.14.5 também exige avaliação dos conhecimentos adquiridos nos treinamentos periódicos.

Cabe ao empregador definir o conteúdo dessas capacitações, conforme os princípios de segurança aplicáveis à atividade.

O que o operador faz no dia a dia

O item 18.11.6 lista as atribuições do operador. Ele deve manter o posto limpo e organizado, organizar a carga e a descarga dentro da cabine e separar materiais de pessoas.

Também cabe a ele comunicar e registrar ao técnico responsável pela obra qualquer anomalia no equipamento e acompanhar todos os serviços de manutenção.

Na operação, o transporte de passageiros tem prioridade sobre o de cargas. O operador e o responsável pela carga são as únicas pessoas que podem viajar junto com material, e só se uma barreira de 1,8 m os separar da carga.

Ele também deve recusar peças maiores que a cabine, carga apoiada nas portas, material do lado de fora e material a granel sem embalagem, todas proibidas pelo item 18.11.24.

A organização das viagens tem efeito direto sobre a produtividade. A Rack Elevadores, no texto sobre transporte vertical e logística, destaca que capacidade e velocidade não explicam sozinhas o desempenho.

Segundo a empresa, os ciclos de transporte, o abastecimento dos pavimentos e a coordenação das equipes também contam. O operador é quem executa esse planejamento ao longo do turno.

Detalhe da porta de grade metálica e da torre de uma cabina de elevador cremalheira laranja sob cobertura metálica
Porta e rampa intertravadas: itens que o operador confere antes da primeira viagem. Imagens: Rack Elevadores.

Vistoria diária: o registro que fica no canteiro

Antes de começar os serviços, o operador faz a vistoria do elevador e registra o resultado.

A obrigação está no item 18.11.7 da NR-18, que inclui esse registro entre os documentos que a obra deve manter no canteiro.

A vistoria segue a orientação do responsável técnico pelo equipamento e as recomendações do manual do fabricante.

Na prática, o roteiro confere o funcionamento das portas, da rampa e das cancelas com seus intertravamentos.

Também passa pelos limites de parada, pelo botão de emergência, pela placa de capacidade e pelo estado geral da cabina e da torre.

Qualquer falha é comunicada ao técnico responsável, e o elevador só volta a operar depois de liberado.

Outros documentos do mesmo item não são do operador. O laudo de teste dos freios de emergência, feito no máximo a cada 90 dias, é assinado pelo responsável técnico pela manutenção. A lista completa está no post sobre o que a NR-18 exige do elevador cremalheira.

Operador próprio ou do locador: o que definir no contrato

Na locação, o operador pode ser empregado da obra ou vir com o equipamento.

Se for da obra, a empresa usuária responde pelo treinamento de 16 horas, pela reciclagem anual e pela autorização formal.

Se vier do locador, peça os comprovantes de capacitação e combine quem cobre faltas, horas extras e trocas de turno.

Também deixe claro quem faz montagem, ascensões e manutenção, que exigem trabalhadores capacitados para essas funções e empresa registrada no conselho de classe, pelo item 18.11.3.

A Rack Elevadores informa no seu site que oferece assistência técnica, montagem, manutenção e treinamentos.

Pergunte a cada fornecedor quais desses serviços entram na proposta de locação do elevador cremalheira.

Próximo passo: cotar o equipamento e a operação juntos

Ao solicitar um orçamento, informe a altura da construção, a capacidade de carga necessária por viagem, o período previsto de utilização e se o operador será contratado pela obra ou disponibilizado pelo locador.

Peça que a proposta estabeleça quem ficará responsável pela capacitação e pela autorização do profissional, além de definir como serão realizadas e registradas as vistorias diárias.

Para avaliar as características e a capacidade do equipamento antes da contratação, consulte o guia sobre o que é elevador cremalheira e como funciona.

A definição final das condições de operação e segurança deve contar com a avaliação do profissional legalmente habilitado responsável pelo equipamento, conforme a NR-18 vigente.

Entre os fornecedores desse segmento está a Rack Elevadores, fabricante nacional do elevador de cremalheira para obras.

Para comparar propostas de diferentes empresas, você pode consultar fornecedores de elevador cremalheira no Soluções Industriais.

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