O que é chiller, como funciona e quais são os tipos

Chiller é o equipamento que resfria água ou outro líquido para climatização e processos. Veja como funciona, os tipos de compressor e o que cotar.
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Chiller é o equipamento que resfria água, ou outro líquido, e a envia por tubulação aos pontos que precisam de frio.

Esses pontos são os condicionadores de ar de um edifício ou as máquinas de um processo industrial. Sua escolha começa pela capacidade de resfriamento, pelo tipo de condensação e pelo tipo de compressor.

Ao especificar um chiller, considere todo o sistema de refrigeração, não apenas a capacidade nominal do equipamento.

Ele produz água gelada, que é distribuída por bombas e tubulações até os equipamentos terminais, responsáveis pelo resfriamento do ambiente ou do processo.

Portanto, avalie também os componentes hidráulicos e a integração entre eles ao comparar propostas.

O que é chiller?

Chiller é um resfriador de líquido com ciclo de refrigeração completo, montado em uma única unidade.

O Manual sobre Sistemas de Água Gelada do Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2017) divide os chillers em dois grupos.

Há os de ciclo de compressão de vapor e os de ciclo de absorção. Na prática, o chiller é o centro de uma central de água gelada (CAG).

Um trabalho de conclusão de curso da Universidade de Brasília (UnB, 2013) descreve a CAG como o conjunto de chillers, bombas, torres de resfriamento, válvulas e quadros elétricos.

A água gelada sai dessa central e segue por tubulação até os equipamentos que resfriam o ar ou o processo.

Esse arranjo explica por que o chiller aparece tanto em climatização de edifícios quanto na indústria. Em chiller industrial, a água gelada resfria moldes, extrusoras, reatores e outros equipamentos de processo.

Na injeção de plásticos, por exemplo, são os circuitos de água gelada que retiram o calor da peça dentro do molde, como mostra o artigo sobre máquina injetora.

Como funciona um chiller

No chiller de compressão de vapor, quatro componentes formam o circuito fechado do fluido refrigerante: compressor, evaporador, condensador e dispositivo de expansão.

Segundo o manual do MMA, o evaporador é o próprio resfriador de líquido: nele, o fluido refrigerante evapora e retira calor da água que vem do sistema.

O compressor eleva a pressão do vapor de fluido refrigerante e o envia ao condensador.  Ali, o calor retirado da água é rejeitado para o ar externo ou para um circuito de água de resfriamento.

O fluido condensado passa pelo dispositivo de expansão, perde pressão e volta ao evaporador, recomeçando o ciclo. No chiller de absorção, o compressor é substituído por um processo físico-químico.

O fluido refrigerante é absorvido por uma solução líquida, bombeado e depois separado dela por aquecimento. Por isso, o chiller de absorção usa calor como fonte de energia, e não principalmente eletricidade.

Tipos de chiller por compressor e por condensação

Os chillers de compressão de vapor se diferenciam, antes de tudo, pelo tipo de compressor.

O livro Eficiência Energética em Sistemas de Refrigeração Industrial e Comercial, publicado pelo Procel/Eletrobras com autores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), traz as faixas de capacidade de cada um.

A tabela resume os dados das fontes citadas:

Tipo Como eleva a pressão Faixa de capacidade citada Fonte
Scroll Duas espirais, uma fixa e uma móvel 10 a 60 TR em chillers (35 a 210 kW) Procel/Unifei
Parafuso Dois rotores helicoidais 20 a 1.300 TR; mais usual entre 50 e 350 TR Procel/Unifei
Alternativo Pistão em cilindro De fração de TR até cerca de 200 TR Procel/Unifei
Centrífugo Rotor que converte velocidade em pressão Sistemas de grande porte Procel/Unifei e MMA
Absorção Absorção do refrigerante por solução e aquecimento Depende da fonte de calor MMA

TR é a tonelada de refrigeração, unidade de capacidade usada no mercado brasileiro, que o Procel arredonda para 3,5 kW. A conversão para kW e BTU/h está explicada no artigo sobre TR em refrigeração.

O manual do MMA registra ainda que os centrífugos com mancais magnéticos, surgidos nos anos 2000, ampliaram o uso desse compressor para pequenas e médias capacidades.

A outra divisão é pelo condensador: a ar, com ventiladores no próprio equipamento, ou a água, ligado a torres de resfriamento.

A diferença entre os dois e o efeito no custo de operação estão no artigo sobre chiller com condensação a ar ou a água.

Para que serve o chiller na indústria e na climatização

O chiller serve para produzir frio em um ponto e distribuí-lo para vários outros por meio de água. Em edifícios comerciais, hospitais e shopping centers, a água gelada alimenta os condicionadores de ar dos andares.

Na indústria, ela resfria equipamentos e produtos em processos que exigem temperatura controlada.

O manual do MMA aponta uma vantagem de segurança desse arranjo. O manual usa a classificação da ABNT NBR 16069, que trata da segurança em sistemas frigoríficos, na edição de 2010; a vigente é de 2018.

Por essa classificação, o chiller é o exemplo mais comum de sistema de baixa probabilidade.

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Isso significa que um vazamento de fluido refrigerante fica restrito à casa de máquinas e não atinge a área ocupada, porque só a água circula pelos ambientes.

A comparação com equipamentos individuais também é frequente. O artigo sobre chillers e freezers individuais mostra como o investimento inicial e a flexibilidade mudam entre um sistema centralizado e unidades separadas.

Como escolher um chiller

A capacidade vem primeiro e depende do cálculo de carga térmica, feito por projetista.

Peça que a proposta informe a capacidade nas condições do seu projeto. Isso inclui as temperaturas de entrada e saída da água gelada e a do ar externo ou da água de condensação.

Capacidade sem essas condições não permite comparar fornecedores. A eficiência vem em seguida. O coeficiente de desempenho (COP) é a relação entre a capacidade de resfriamento e a potência elétrica consumida.

Segundo o manual do MMA, ele só pode ser comparado entre chillers do mesmo tipo.

Comparar o COP de um chiller a ar com o de um chiller a água sem incluir bombas e torres distorce a análise.

O fluido refrigerante também deve constar da proposta. O Brasil segue um cronograma de eliminação dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC), como o R-22, definido na Instrução Normativa Ibama nº 20/2022.

A cota nacional caiu 67,5% em 2025 e chega a zero em 1º de janeiro de 2040. Em equipamento seminovo, confirme qual fluido ele usa antes de comprar.

Quanto custa um chiller?

O preço de um chiller é formado pela capacidade em TR, pelo tipo de compressor, pelo tipo de condensação, pelo fluido refrigerante e pelo escopo do fornecimento.

Uma proposta de chiller pode incluir apenas o equipamento; outra, bombas, tubulação, automação, partida técnica e treinamento.

Por isso, a comparação deve partir do mesmo escopo. Na Soluções Industriais, os pedidos de orçamento de chiller de 1º de janeiro a 22 de outubro de 2026 foram 7% maiores do que no mesmo período de 2025.

Com mais fornecedores consultados ao mesmo tempo, a padronização do pedido evita propostas que não se comparam.

Há ainda a escolha entre comprar novo, comprar seminovo ou alugar. A locação costuma atender demandas temporárias, como paradas para manutenção, substituição de equipamento ou picos sazonais de produção.

Seja qual for a opção, peça o histórico de manutenção e as condições de garantia por escrito.

O que levar para a cotação de chiller

Antes de pedir orçamento, reúna a carga térmica calculada, a aplicação (conforto ou processo), as temperaturas de água gelada desejadas, o local de instalação e a energia elétrica disponível.

Informe também se já existe unidade de água gelada ou torre de resfriamento no local, porque isso define o tipo de condensação possível.

Peça a todos os fornecedores a mesma base: capacidade nas condições de projeto, COP, fluido refrigerante, nível de ruído e escopo de instalação.

Na Soluções Industriais, que reúne mais de 50 mil fornecedores, você pode comparar fornecedores de chiller e enviar o mesmo pedido a vários deles ao mesmo tempo.

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